Estava
de férias numa ilha paradisíaca quase deserta. Eu, deitado na praia, sentia o calor
a aconchegar-me.
Ouvi
um ruído, perguntei-me o que me perturbava, espreitei pelos arbustos atrás de
mim e vi um grupo de cinco homens vestidos à piratas do século XVII. O que
estaria a acontecer?
Pensei
em fugir, mas o meu sentido aventureiro foi mais forte. Perguntei-lhes o que
ali faziam e quem eram eles, mas estes não responderam, talvez, porque não me
perceberam. Então, fui-me embora e decidi investigar.
No
dia a seguir, voltei ao mesmo sítio, mas nem sinal daqueles estranhos piratas.
Quando já me ia embora reparei numa coisa, estava uma tampa de saneamento meio
aberta.
Entrei
para a tampa de saneamento e fui à procura de mais pistas. Andei, andei e,
quando já estava quase a desistir, encontrei uma porta. Fiquei bastante
contente. Entrei pela porta e sentia que o meu coração cada vez batia mais
forte. Cinco piratas esquisitos prenderam-me e amordaçaram-me. Passado um tempo,
o chefe daqueles piratas esquisitos apareceu e perguntou-me quem era e o que
fazia para aquelas bandas.
Respondi-lhe
que estava apenas a passear, mas, como é óbvio, o chefe dos piratas não
acreditou.
O chefe
dos piratas, como viu que não conseguia nada de mim, decidiu deixar‑me ali
preso enquanto eles se reuniam numa sala ao lado, provavelmente, para decidirem
o que iriam fazer comigo, pensei eu.
Na verdade, eles não sabiam mesmo, foi,
então, que comecei a pensar numa estratégia para conseguir sair dali, olhei à
minha volta e foi, então, que avistei à minha frente, em cima de uma mesa, uma
navalha antiga de prata meio enferrujada. Estava preso por uma corda à parede,
mas, quando era mais pequeno eu era conhecido lá em casa pelo “rapaz fugitivo”,
pois conseguia desatar qualquer nó que estivesse atrás das minhas costas.
Desfazendo-me desse nó, saltitei até à mesa, e com a navalha cortei as cordas
que me prendiam os pulsos, depois, fingi estar escondido, mas com a navalha nas
mãos, eles entraram e eu matei o cabecilha com a navalha e, depois, fugi dali.
Quando
ia a sair, deparei-me com alguns polícias que estavam à procura desses tais
piratas com muito má fama. Eu disse-lhe que eles estavam numa sala subterrânea,
que a entrada para o corredor era a partir daquela tapa
de saneamento.
Diogo
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