segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

Os piratas


         Estava de férias numa ilha paradisíaca quase deserta. Eu, deitado na praia, sentia o calor a aconchegar-me.
Ouvi um ruído, perguntei-me o que me perturbava, espreitei pelos arbustos atrás de mim e vi um grupo de cinco homens vestidos à piratas do século XVII. O que estaria a acontecer?
Pensei em fugir, mas o meu sentido aventureiro foi mais forte. Perguntei-lhes o que ali faziam e quem eram eles, mas estes não responderam, talvez, porque não me perceberam. Então, fui-me embora e decidi investigar.
No dia a seguir, voltei ao mesmo sítio, mas nem sinal daqueles estranhos piratas. Quando já me ia embora reparei numa coisa, estava uma tampa de saneamento meio aberta.
Entrei para a tampa de saneamento e fui à procura de mais pistas. Andei, andei e, quando já estava quase a desistir, encontrei uma porta. Fiquei bastante contente. Entrei pela porta e sentia que o meu coração cada vez batia mais forte. Cinco piratas esquisitos prenderam-me e amordaçaram-me. Passado um tempo, o chefe daqueles piratas esquisitos apareceu e perguntou-me quem era e o que fazia para aquelas bandas.
Respondi-lhe que estava apenas a passear, mas, como é óbvio, o chefe dos piratas não acreditou.                                                                                              
O chefe dos piratas, como viu que não conseguia nada de mim, decidiu deixar‑me ali preso enquanto eles se reuniam numa sala ao lado, provavelmente, para decidirem o que iriam fazer comigo, pensei eu.
         Na verdade, eles não sabiam mesmo, foi, então, que comecei a pensar numa estratégia para conseguir sair dali, olhei à minha volta e foi, então, que avistei à minha frente, em cima de uma mesa, uma navalha antiga de prata meio enferrujada. Estava preso por uma corda à parede, mas, quando era mais pequeno eu era conhecido lá em casa pelo “rapaz fugitivo”, pois conseguia desatar qualquer nó que estivesse atrás das minhas costas. Desfazendo-me desse nó, saltitei até à mesa, e com a navalha cortei as cordas que me prendiam os pulsos, depois, fingi estar escondido, mas com a navalha nas mãos, eles entraram e eu matei o cabecilha com a navalha e, depois, fugi dali.
         Quando ia a sair, deparei-me com alguns polícias que estavam à procura desses tais piratas com muito má fama. Eu disse-lhe que eles estavam numa sala subterrânea, que a entrada para o corredor era a partir daquela tapa de saneamento.

Diogo


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