Abri
o jornal e, na terceira página, deparei-me com uma notícia que parecia dirigida
a mim.
“Há
exatamente 500 anos, o navio S. Simão naufragou ao largo da costa alentejana. Comandado
por André Costa, transportava 3000 barras de ouro, 2000 barras de prata, três
baús com pedras preciosas e quatro arcas com jóias reais. Este gigantesco tesouro
permanece no fundo do mar.”
Imaginei logo que com aquela mercadoria
toda ficaria muito rico e famoso. Tentei falar com alguns meus amigos para irmos
explorar aquele navio carregado de bons tesouros. Como aquele navio nunca fora
explorado ou resgatado pela polícia, decidimos que, dali a uns dias, íamos com
fatos de mergulho e um bote explorá-lo.
Quando chegamos à praia, montámos num bote que
estava ali parado sem dono. Em primeiro lugar, vimos o mapa do mar e as
coordenadas do local onde estava afundado o navio S. Simão. Quando chegamos ao
local, parecia que estávamos no deserto, mas estávamos no meio do mar. Vestimos
os fatos de mergulho, pusemos as botijas de oxigénio às costas e fomos
explorar. Vimos o navio cheio de algas, lodo, peixes e corais e fomos explorá-lo.
Encontramos várias barras de ouro, prata e
vários baús com pedras preciosas. Carregámos o barco e, quando íamos a voltar
para terra, apareceram uns piratas que nos raptaram e levaram o nosso tesouro.
Esconderam-nos numa gruta perto da praia e
puseram um guarda todo o dia à porta. Nós preparamos um plano, conseguimos
fugir e levamos o nosso tesouro. Porém, começou a pesar-nos
a consciência, porque aquele tesouro não nos pertencia. Foi, então, que
decidimos ir à polícia e explicar tudo aquilo que nos tinha acontecido desde a
ideia de explorar o navio até conseguirem fugir da gruta onde tinham sido
presos. Embora não soubéssemos, a polícia nunca tinha conseguido penetrar no
barco. Ofereceram-nos uma recompensa bem avantajada. Todos nós saímos a ganhar.
Os piratas foram apanhados umas semanas depois quando tentavam encontrar
tesouros no barco.
Tudo correu bem e nós
vivemos as nossas vidas bem-afortunadas, até o fim dos nossos dias.
Pedro
Louro 8ºC
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