terça-feira, 21 de janeiro de 2014

O navio S. Simão



Abri o jornal e, na terceira página, deparei-me com uma notícia que parecia dirigida a mim.
“Há exatamente 500 anos, o navio S. Simão naufragou ao largo da costa alentejana. Comandado por André Costa, transportava 3000 barras de ouro, 2000 barras de prata, três baús com pedras preciosas e quatro arcas com jóias reais. Este gigantesco tesouro permanece no fundo do mar.”
         Imaginei logo que com aquela mercadoria toda ficaria muito rico e famoso. Tentei falar com alguns meus amigos para irmos explorar aquele navio carregado de bons tesouros. Como aquele navio nunca fora explorado ou resgatado pela polícia, decidimos que, dali a uns dias, íamos com fatos de mergulho e um bote explorá-lo.
 Quando chegamos à praia, montámos num bote que estava ali parado sem dono. Em primeiro lugar, vimos o mapa do mar e as coordenadas do local onde estava afundado o navio S. Simão. Quando chegamos ao local, parecia que estávamos no deserto, mas estávamos no meio do mar. Vestimos os fatos de mergulho, pusemos as botijas de oxigénio às costas e fomos explorar. Vimos o navio cheio de algas, lodo, peixes e corais e fomos explorá-lo.
Encontramos várias barras de ouro, prata e vários baús com pedras preciosas. Carregámos o barco e, quando íamos a voltar para terra, apareceram uns piratas que nos raptaram e levaram o nosso tesouro.
Esconderam-nos numa gruta perto da praia e puseram um guarda todo o dia à porta. Nós preparamos um plano, conseguimos fugir e levamos o nosso tesouro. Porém, começou a pesar-nos a consciência, porque aquele tesouro não nos pertencia. Foi, então, que decidimos ir à polícia e explicar tudo aquilo que nos tinha acontecido desde a ideia de explorar o navio até conseguirem fugir da gruta onde tinham sido presos. Embora não soubéssemos, a polícia nunca tinha conseguido penetrar no barco. Ofereceram-nos uma recompensa bem avantajada. Todos nós saímos a ganhar. Os piratas foram apanhados umas semanas depois quando tentavam encontrar tesouros no barco.
         Tudo correu bem e nós vivemos as nossas vidas bem-afortunadas, até o fim dos nossos dias.  

Pedro Louro 8ºC

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