sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

O planeta Gravity


Em 2063, Sofia é uma das mais brilhantes cientistas mundiais. A sua última invenção foi o teletransporte, que permite viajar rapidamente até qualquer local no universo.
         Um dia, ao experimentar novas coordenadas na sua máquina, Sofia viajou até um país onde tudo funcionava ao contrário. Os habitantes que lá viviam eram de cor azul e muito altos. O seu país era muito esquisito, eram dois planetas encostados um ao outro e a gravidade era oposta um do outro e o que ligava-os era um grande edifício.
         Se algum habitante se atrevia a passar para o planeta que não era dele, começava a arder.
         Sofia, quando lá chegou, viu os outros habitantes e disse:
-Que planeta é este?
-É o planeta Gravity. Como é que cá chegaste? E como não estás a arder?
-Eu cheguei cá numa máquina que eu inventei para me teletransportar. Que história é essa de arder?
-Quando alguém passa para o nosso mundo arde, mas tu não passaste pelo edifício por isso estás a salvo.
- Acontece o mesmo se vocês forem para o planeta Terra?
-Sim.
-Como é que te chamas?
-Nico, e tu?
-Eu chamo-me Sofia.
Eles tornaram-se amigos. Ele levou-a para sua casa que era de gelatina, melhor dizendo, todo aquele planeta era de gelatina.
-Como é que os habitantes se alimentam?
-Eles alimentam-se de gelatina, de iogurtes, de bananas, de maças e de todos os legumes.
Como o planeta era muito atractivo, eles decidiram fazer uma barraca para vender comida e angariaram dinheiro para fazer novas coisas.
-Vamos fazer uma máquina de criar robots de pastilha elástica. Assim, se formos atacados colamos de novo as peças nos seus lugares. Mas têm o defeito de serem muito frágeis.
Por fim, o planeta de Gravity tornou-se um local muito seguro e muito interativo para as pessoas que o visitavam e para as pessoas que o desejavam visitar.

Ana Raquel

O clube secreto


Ao voltar para casa por um caminho que passava pela floresta, o João começou a ouvir uma estranha conversa. Ele ainda pensou para si mesmo e pensou que tinha sido vento a fazer um barulho. Então, continuou a andar até que, de repente, começou a ouvir a tal conversa outra vez, ele parou e tentou ouvir o que se dizia. Foi, então, que ouviu muitas pessoas a falar, mas só conseguia perceber o seu nome naquela conversa. Ele ficou super assustado a pensar o que poderiam estar a falar dele.
Porém, ultrapassou o medo e foi atrás do barulho que ouvia. O João chegou ao sítio onde diziam o seu nome, era uma enorme casa. Ele bateu à porta e as pessoas que se encontravam lá dentro, ficaram espantados por vê-lo, visto que tinham acabado de falar nele.
O João entrou e perguntou-lhes o motivo de estarem a dizer o seu nome. Eles responderam que aquilo era um clube secreto, que precisavam de um chefe e que João era a pessoa indicada para o cargo.
Ele, todo espantado, respondeu imediatamente que sim, mas perguntou porque o escolheram a ele com tantas pessoas por aí. Eles responderam que ele era um homem muito criativo e corajoso.
João perguntou de que se tratava esse clube:
Eles responderam:
-É um clube de futebol.
-Como se chama? – Perguntou João.
-Chama-se “Os 5 rapazes curiosos”. – responderam eles.
-E porque tem esse nome? – perguntou João novamente.
-Porque somos os 5 curiosos… - afirmaram eles.
-Muito bem. – respondeu João.
Então, João, muito orgulhoso por o terem chamado para o cargo , aceitou o desafio e tornou-se o chefe daquele clube.


Margarida 

A porta misteriosa


         O Pedro, ao passear com os seus amigos, vê, ao longe, um grupo de homens a esconder algo numa árvore. Depois de eles se afastarem, resolveram descobrir o que estavam a fazer.
         Quando o Pedro e os seus amigos chegaram perto deles, perguntaram-lhes:
         - O que é que vocês estavam a esconder atrás daquela árvore?
         - Só vos conto, se prometerem não contar a ninguém.
         - Está bem! Nós prometemos.
         - Estávamos a esconder ouro, numa passagem secreta, que começa a partir daquela árvore.
         O Pedro e os seus amigos, curiosos, perguntaram-lhes até onde ia aquela passagem secreta.
         Eles responderam que não sabiam e o Pedro, curioso como era, resolveu perguntar–lhes:
         - Amanhã, querem ir descobrir até onde vai a passagem secreta?
         Toda a gente disse que sim.
         No dia seguinte, encontraram – se à hora combinada, estavam todos curiosos e cheios de energia.
         Passadas algumas horas a tentar encontrá-la, eles descobriram umas pegadas em direção a um grande rochedo. Quando chegaram ao pé do rochedo, as pegadas tinham acabado. Desconfiados, começaram a pensar o que poderia ter acontecido para elas acabarem.
         Então, um dos amigos do Pedro sugeriu que eles tinham subido o rochedo.
         Todos subiram o rochedo e encontraram uma porta que dava para o mundo encantado.
         -Que mundo é este? – perguntaram todos ao Pedro.
         -Não sei, nunca estive cá.
         -É melhor irmos embora. – disseram todos exceto o Pedro.
         -Vão, eu fico mais um bocado a tentar perceber onde estamos.
         Todos foram embora, enquanto Pedro tentava descobrir onde estava.
         Pedro ficou lá umas horas sozinho e tentou descobrir o que é que aquela porta continha lá dentro, havia uma porta encantada onde havia um grande tesouro, e o Pedro conseguiu fazer magia, para que a caixa do tesouro se abrisse. Passadas três tentativas, ele consegui abrir o tesouro.
         Por fim, foi para casa contentíssimo por estar rico.

         Pedro Santos

terça-feira, 21 de janeiro de 2014

O bolo com cobertura cor-de-rosa.


         Pedro entrou no café e mirou a vitrina com os bolos. Todos tinham um aspeto delicioso. No entanto, aquele estranho bolo cor-de-rosa, na segunda fila, captou a sua atenção. Nunca vira um bolo igual e, quando chegou a sua vez, resolveu experimentá-lo. O empregado franziu o sobrolho, olhando espantado para o bolo. Ao aperceber-se da estranheza do empregado, Pedro perguntou-lhe:
         -Por que fez uma cara estranha quando eu lhe pedi este bolo?
         -De manhã, quando pus os bolos na vitrina, tenho a certeza que não pus nesta vitrina nenhum bolo cor-de-rosa.
         Pedro que gostava de aventura ficou logo feliz. E perguntou a si mesmo, quem teria posto aquele bolo na vitrina? E com que intenção?
Então, Pedro, entusiasmado com o que o empregado lhe tinha dito, ficou ansioso e quis comê-lo.
         -De qualquer forma, é aquele que quero comer- disse o Pedro.
         O empregado teve receio de lhe dar o bolo e perguntou:
         -Tens a certeza que queres comer este bolo?
Com mais certezas ainda, Pedro disse:
         -Sim, é esse mesmo.
 O empregado, assim, satisfez o seu pedido, pegou numa caixa, pôs o bolo lá dentro e entregou-o ao rapaz. Pedro saiu do café, com uma enorme vontade de chegar a casa e ir comer o seu bolo com cobertura cor-de-rosa. Chegando a casa, quis provar aquele delicioso bolo. Estava esgotado de ter vindo a andar para casa, mas, quando talhou uma fatia e a comeu sentiu-se com uma energia enorme. Pensou que talvez o bolo tivesse algum poder mágico, e voltou a gastar a sua energia, praticando incansavelmente exercício durante 4 horas seguidas. Quando ficou sem energia, voltou a comer uma fatia e ficou com toda a sua energia outra vez.
         Quando anoiteceu, Pedro, em vez de comer o bolo, guardou-o para o dia seguinte.
No dia seguinte, Pedro tinha jogo de futebol e, antes de sair de casa, comeu o resto do bolo, que lhe provocou grandes dores de barriga.
         No jogo, Pedro começou a correr e pediu ao seu treinador para o substituir, porque tinha imensas dores de barriga. Foi para o balneário e vomitou na roupa de um colega.
         Pedro, com esta aventura, apercebeu-se que não podemos exagerar no que comemos, e também percebeu que uma alimentação para ser boa precisa de ser variada.
         Pedro perguntou ao seu treinador se tinha algum castigo e o treinador respondeu-‑lhe que sim, que tinha de lavar a roupa do colega.

Sérgio Oliveira 

O navio S. Simão



Abri o jornal e, na terceira página, deparei-me com uma notícia que parecia dirigida a mim.
“Há exatamente 500 anos, o navio S. Simão naufragou ao largo da costa alentejana. Comandado por André Costa, transportava 3000 barras de ouro, 2000 barras de prata, três baús com pedras preciosas e quatro arcas com jóias reais. Este gigantesco tesouro permanece no fundo do mar.”
         Imaginei logo que com aquela mercadoria toda ficaria muito rico e famoso. Tentei falar com alguns meus amigos para irmos explorar aquele navio carregado de bons tesouros. Como aquele navio nunca fora explorado ou resgatado pela polícia, decidimos que, dali a uns dias, íamos com fatos de mergulho e um bote explorá-lo.
 Quando chegamos à praia, montámos num bote que estava ali parado sem dono. Em primeiro lugar, vimos o mapa do mar e as coordenadas do local onde estava afundado o navio S. Simão. Quando chegamos ao local, parecia que estávamos no deserto, mas estávamos no meio do mar. Vestimos os fatos de mergulho, pusemos as botijas de oxigénio às costas e fomos explorar. Vimos o navio cheio de algas, lodo, peixes e corais e fomos explorá-lo.
Encontramos várias barras de ouro, prata e vários baús com pedras preciosas. Carregámos o barco e, quando íamos a voltar para terra, apareceram uns piratas que nos raptaram e levaram o nosso tesouro.
Esconderam-nos numa gruta perto da praia e puseram um guarda todo o dia à porta. Nós preparamos um plano, conseguimos fugir e levamos o nosso tesouro. Porém, começou a pesar-nos a consciência, porque aquele tesouro não nos pertencia. Foi, então, que decidimos ir à polícia e explicar tudo aquilo que nos tinha acontecido desde a ideia de explorar o navio até conseguirem fugir da gruta onde tinham sido presos. Embora não soubéssemos, a polícia nunca tinha conseguido penetrar no barco. Ofereceram-nos uma recompensa bem avantajada. Todos nós saímos a ganhar. Os piratas foram apanhados umas semanas depois quando tentavam encontrar tesouros no barco.
         Tudo correu bem e nós vivemos as nossas vidas bem-afortunadas, até o fim dos nossos dias.  

Pedro Louro 8ºC

0 teleporte de Sofia


         Em 2063, Sofia é uma das mais brilhantes cientistas mundiais. A sua última invenção, o teleporte, permite viajar rapidamente até qualquer local no universo.
Um dia, ao experimentar novas coordenadas na sua máquina, Sofia viajou até um país onde tudo funcionava ao contrário.
Foi, então, que ela encontrou um menino chamado Júlio que andava de pernas para o ar. Esse rapaz era um pouco estranho, pois, em vez de usar os pés para andar, usava as suas mãos. Nas suas viagens, tinha encontrado seres com características diferentes das dos humanos, mas nunca alguém que se parecesse com os humanos e que andasse de forma contrária. Devagar, aproximou-se e perguntou-lhe:
-Por que é que anda dessa forma e não com os pés que seria mais prático?
-Porque foi assim que me ensinaram. Aliás de onde vens tu?-perguntou Júlio.
-Eu venho dos países do centro, onde a tecnologia é mais avançada e não passamos tantas dificuldades. Como os alimentos demoram menos tempo a ser cultivados, os adubos não se infiltram neles e não nos fazem mal. Tu, a andares dessa maneira, deves ter comido algo muito estranho.
-Por que me falas dessa maneira tão rude?
-Não estou a ser rude. Nós, os dos países do centro, temos este tom de voz, parecemos rudes, mas a maior parte de nós são muito amigáveis.
-Aqui, no nosso país, existe todo o tipo de ferramentas e materiais que vocês possam imaginar. Existem carros que andam no ar, aviões que andam na terra e ainda barcos que andam nas linhas do comboio.
- Que fixe! Eu queria visitar esse país. Queria aprender a andar com os pés e voar de carro.
- Podes aprender isso tudo. Olha, para andares precisas de equilíbrio, para voar precisas de enfrentar o medo das alturas. Tu tens medo das alturas?
- Eu, eu, eu,…não tenho medo.
Júlio, ao aperceber-se do medo da colega, disse:
-É melhor não andares ao contrário visto que tens muito medo, primeiro vamos visitar os aviões que andam na terra.
Sendo assim, Sofia foi com Júlio ao aeroporto de aviões terrestres.
         Depois de visitarem o aeroporto de aviões terrestres, foram visitar os carros que voam.
         Sofia ficou encantada e convidou Júlio para ir ao seu país.
Então, seguiram os dois viagem na sua última invenção do teleporte e foi, assim, que ele visitou o país de Sofia.
Ana Cristina Fernandes Ferreira  

segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

Os piratas


         Estava de férias numa ilha paradisíaca quase deserta. Eu, deitado na praia, sentia o calor a aconchegar-me.
Ouvi um ruído, perguntei-me o que me perturbava, espreitei pelos arbustos atrás de mim e vi um grupo de cinco homens vestidos à piratas do século XVII. O que estaria a acontecer?
Pensei em fugir, mas o meu sentido aventureiro foi mais forte. Perguntei-lhes o que ali faziam e quem eram eles, mas estes não responderam, talvez, porque não me perceberam. Então, fui-me embora e decidi investigar.
No dia a seguir, voltei ao mesmo sítio, mas nem sinal daqueles estranhos piratas. Quando já me ia embora reparei numa coisa, estava uma tampa de saneamento meio aberta.
Entrei para a tampa de saneamento e fui à procura de mais pistas. Andei, andei e, quando já estava quase a desistir, encontrei uma porta. Fiquei bastante contente. Entrei pela porta e sentia que o meu coração cada vez batia mais forte. Cinco piratas esquisitos prenderam-me e amordaçaram-me. Passado um tempo, o chefe daqueles piratas esquisitos apareceu e perguntou-me quem era e o que fazia para aquelas bandas.
Respondi-lhe que estava apenas a passear, mas, como é óbvio, o chefe dos piratas não acreditou.                                                                                              
O chefe dos piratas, como viu que não conseguia nada de mim, decidiu deixar‑me ali preso enquanto eles se reuniam numa sala ao lado, provavelmente, para decidirem o que iriam fazer comigo, pensei eu.
         Na verdade, eles não sabiam mesmo, foi, então, que comecei a pensar numa estratégia para conseguir sair dali, olhei à minha volta e foi, então, que avistei à minha frente, em cima de uma mesa, uma navalha antiga de prata meio enferrujada. Estava preso por uma corda à parede, mas, quando era mais pequeno eu era conhecido lá em casa pelo “rapaz fugitivo”, pois conseguia desatar qualquer nó que estivesse atrás das minhas costas. Desfazendo-me desse nó, saltitei até à mesa, e com a navalha cortei as cordas que me prendiam os pulsos, depois, fingi estar escondido, mas com a navalha nas mãos, eles entraram e eu matei o cabecilha com a navalha e, depois, fugi dali.
         Quando ia a sair, deparei-me com alguns polícias que estavam à procura desses tais piratas com muito má fama. Eu disse-lhe que eles estavam numa sala subterrânea, que a entrada para o corredor era a partir daquela tapa de saneamento.

Diogo


O gerbilo


Um dia, quando estava em casa do seu avô, João ouviu um ruído estranho na sala. Curioso, espreitou e qual não foi o seu espanto quando viu, em cima do tapete, um pequeno ser roxo com umas orelhas pontiagudas, semelhante a um gerbilo. Assim que o viu, o pequeno ser assustou-se e, empurrando uma pedra da lareira, fez surgir uma abertura por onde se escapuliu. João não perdeu tempo e seguiu-o.
Foi dar com o monstro a comer latão numa fábrica de papel e pensou logo que o monstro não era inteligente, mas era deficiente. Voltou para casa e foi dormir.
No dia seguinte, ele voltou a aparecer, a comer latão, estava maldisposto, foi o que ele pensou. Mas, no dia a seguir, voltou a acontecer o mesmo e João perguntou-lhe:
-O que fazes aqui?
Ao contrário do que João pensava, o monstro respondeu-lhe e disse que estava a procura de material para construir um foguetão e voltar para o seu planeta.
-Mas porque é que tu comes latão?-perguntou-lhe o João.
 -Isso é por que não há comida como no meu planeta, por isso tive de improvisar e o latão foi a coisa mais parecida com a comida que costumo comer.
-Mas afinal qual é o teu planeta?- perguntou-lhe o João.
-O meu planeta é a Ratolândia.
         João decidiu, então, ajudar o pequeno monstro que parecia estar tão perdido
por não estar no seu planeta.
         Todos os dias o seguia por uma passagem que ele lhe mostrou, ajudava-o a trazer latão para ele se alimentar e, depois de alguma pesquisa na internet, o João encontrou algumas peças que estavam na fábrica e que poderiam produzir uma mini réplica de um foguetão que não seria detetado pela NASA nem por qualquer serviço de satélites espaciais. Em algumas semanas, consegui construir todo o mini foguetão, mas faltava o mais importante de tudo, aquele mini reator a laser que conseguia fazer levantar todo o Empire State Building sem ruir.
         Depois de mais algumas pesquisas, decidiu ir a um supermercado onde vendiam produtos e equipamentos perigosos, roubou vários materiais e montou o seu próprio foguetão.
         O ser roxo conseguiu ir para o seu planeta e o João, todos os dias, pensa nas semanas em que teve um ser roxo como amigo.

Jorge Gabriel


As peças de ouro

Ao passear com os meus amigos, vimos ao longe, um grupo de homens a esconder algo numa árvore. Depois de eles se afastarem, resolvemos descobrir o que faziam.
         Quando chegámos ao local, eu e os meus amigos encontrámos várias peças de ouro. O meu amigo João ficou logo com a “pulga atrás da orelha” por causa deste mistério. Ao vermos aquelas peças de ouro, que pareciam muito caras, resolvemos ir entregá-las à polícia. A polícia disse-nos que, naquele dia, de manhã, o museu tinha sido assaltado e tinham roubado todas as peças de ouro mais valiosas. Os polícias pediram para fazer um autorretrato dos assaltantes. Nós aceitámos e fizemos o autorretrato de dois dos sete homens. Os polícias mandaram-nos ir para casa descansar a cabeça e deixar de pensar no que aconteceu. Nós bem tentamos, mas a meio da noite todos nós fomos raptados.
         Os assaltantes perguntaram-nos o que tínhamos feito às peças de ouro. Nós dissemos que as tínhamos entregado à polícia. Eles ficaram todos enervados e disseram que nós tínhamos de recuperar as peças de ouro se não quiséssemos morrer. Nós não tivemos outra escolha senão ajudá-los. Não sabíamos como o íamos fazer, mas a verdade é que tínhamos de encontrar uma solução para o problema, pois não podíamos ajudar os assaltantes.
         Foi, então, que comecei a pensar em falar com um adulto, pois eles iriam ajudar-nos. Estava tudo bem pensado quando, de repente, se fez um click na minha cabeça. Poderíamos tentar fazer uma emboscada aos assaltantes, dizíamos que as peças de ouro estavam num determinado local e, depois, eles apanhavam-nas e eram presos pela polícia. Assim foi. Contámos tudo à polícia e estes aceitaram o plano. Mas um dos nossos foi levado como refém e, quando lhes contámos tudo, descobrimos que havia um polícia corrupto e que este tinha passado a informação. Ele foi preso, mas o nosso colega ainda era refém deles. Embora o assaltante tivesse colete antibalas, acabou por ser baleado nas costas e caiu.
         No final, eu e os meus amigos descobrimos que tínhamos desmantelado uma rede internacional de roubos. Fomos condecorados com uma medalha. 

Joel Gonçalo Resende Ferreira

sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

Uma aventura em grande

Um dia ao acordar, descobri que todos os habitantes da pequena aldeia onde vivo desapareceram.
         A primeira coisa que pensei, para mim mesmo, foi o porquê da aldeia estar vazia.
         Eu, por mim, decidi procurar em todos os cantos, se havia alguma pista que explicasse aquele facto.
         Enquanto estava a vasculhar, fui ao cemitério e por sorte, encontrei uma campa aberta! Olhei para dentro da campa e vi um buraco muito fundo e escuro!
         Então, decidi ir para casa e trazer uma corda, uma lanterna, uma mochila com comida e outras coisas.
         Lembrei-me que não podia ir sozinho, pois se me acontecesse alguma coisa ninguém saberia onde eu estava. Então, decidi ligar ao meu melhor amigo e ele, como é muito curioso e aventureiro, decidiu aceitar o desafio.
         Encontrámo-nos e pusemo-nos a caminho, estávamos cheios de medo, mas não desistimos. Quando chegámos perto do buraco, lançámo-nos lá para dentro, e, ao chegarmos ao fundo, vimos 2 túneis. Eu e o meu amigo decidimos ir um para cada túnel.
         Eu continuei e passado algum tempo encontrei uma porta com um X, e entrei.
         Ao entrar, vi um tesouro e decidi aproximar-me.
         Quando fui para o abrir, calquei alguma coisa que acionou uma armadilha que trancou todas as saídas e a sala começou a encher-se de água. Então, eu fiquei nervoso, mas pensei em manter a calma e procurar uma saída para não me afogar.
         Com cuidado, comecei a apalpar as paredes para ver se dava para mover um dos tijolos. De repente empurrei um deles e abriu-se uma janela no topo do teto, a água começou a subir e eu subi com ela. Quando saí, vi o meu amigo com as pessoas da aldeia que tinham desaparecido.
         Eu fiquei contente e, assim, esta aventura terminou bem.

Nuno Silva

Os livros mágicos


         Acordei a meio da noite com o ruído de um vidro a estilhaçar. Corri à janela e vi um homem de cara coberta com uma máscara de esqui. Rapidamente, montou numa mota e, com uma mochila às costas, fugiu.
         -O que teria ele levado? Será que levou alguma coisa de valor? Vou investigar.
         Passado algum tempo fui ao pátio e encontrei-o.
         -Quem és tu? Donde vens? És um fantasma? Porque estás aqui?
         -Calma, sou um guardião e vim salvar os livros sagrados, mas já alguém os levou.- disse o guardião.
         -Que livros são esses? E o que fazem?
         -Dão poderes milagrosos- disse o guardião.
         -Que tipo de poderes? Quem os fez?!- perguntei eu.
         -Cada livro tem um poder mágico, feito por cada um dos cinco elementos da natureza! Como o da água, o do fogo, o da terra, o do ar, e o do trovão- esclareceu o guardião.
         -E o que vais fazer com eles?- perguntei eu.
         -Vou guardá-lo e abrir uma espécie de hospital. Assim, quando alguma pessoa estiver doente, vou procurar um feitiço que dê para a curar- disse o guardião.
         -Quem é que tem os livros? E porque os roubou?
         -Foi o homem das trevas, que queria esses poderes para dominar o mundo.
         -Onde é que ele está?
         -Está aqui perto.
         -Posso ajudar-te a procurá-lo?
         -Sim.
         O guardião e eu fomos procurá-lo. Passado algum tempo, encontrámo-lo no hospital.
         -Vamos ver se ele tem os livros?
         -Sim- disse o guardião.
         -Encontrei. Espera, ele está a pedir para o curarmos.
         -Será que ele fica uma pessoa mais bondosa?
         -Vamos tentar!- disse eu.
         Nós curámo-lo e ele ficou uma pessoa normal.
         O guardião e eu fomos homenageados pelo hospital todo.  

Alexandre Arromba

A cidade dos Ratos


         Um dia, enquanto estava em casa do seu avô, João ouviu um ruído estranho na sala. Curioso, espreitou e qual não foi o seu espanto quando viu, em cima do tapete, um pequeno ser roxo com umas enormes orelhas pontiagudas, semelhante a um rato. Assim que o viu, o pequeno ser assustou-se e, empurrando uma pedra da lareira, fez surgir uma abertura por onde se escapuliu. João não perdeu tempo e seguiu-o.
         Essa abertura ia dar ao mundo dos ratos em que todos falavam, conduziam, passeavam, tudo o que os humanos faziam.
         João admirado disse:
         - Onde estou?
         De repente apareceu um rato roxo e respondeu:
         - Estás no mundo dos Ratos.
         - Mundo dos Ratos? Onde é que isso fica?
         - É uma pequena cidade atrás da lareira da casa do teu avô criada por ele, para os ratos deixarem a sua casa em paz.
         - Ah! Foi o meu avô que criou isto?
         - Sim, com a intenção de nós não lhe comermos a comida.
         - Olha, posso perguntar-te qual é o teu nome?
- Sim, eu chamo-me Ambrósio e o teu?
- O meu é João. Muito prazer!
- Por que é que quando eu fui sugado pelo buraco me tornei do vosso tamanho?
- Porque o teu avô conhecia uma magias e fez que nós, quando passássemos no portal, mudássemos de tamanho e ganhássemos voz humana.
-Então, o meu avô era mágico?
-Era mais do que isso, era um herói dos ratos, ele é que mandava em tudo isto. Ele fazia grandes magias e quase todos os ratos gostavam dele. Um dia, ele tinha uma encomenda para vender bolos e bebidas e pediu-me ajuda. Gostei muito e achei-o muito engraçado e, se fosse por mim, ficava lá a trabalhar durante muitos anos. Passado um ano, eu decidi ir fazer uma loja com chouriços e bacalhau.
Depois de ver a loja, fui à cidade dos ratos e comecei a pedir ajuda.
-Vamos transformarmo-nos em humanos para levar chouriços e bacalhau para o mundo humano.
E os ratos disseram ao João:
-Vai chamar o teu avô para nos transformar dois de nós em humanos.
João chamou o avô que transformou dois ratos em humanos.
Todos os dias, esses dois ex-ratos levavam comida à sua família de ratos com orgulho.

          Marco Navega

quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

Férias incríveis


         Finalmente, férias! Uma ilha paradisíaca praticamente deserta. Deitada na praia, sinto o calor do sol aconchegar-me. “Vou mas é dar um mergulho ao mar para ver se me sinto ainda melhor.” Quando voltei do mar, vi um grupo de cinco palhaços do circo, e perguntei a mim mesma:
         - O que é que eles estão aqui a fazer? O que é que eles fazem com aqueles trajes? Porque é que me estão a espiar? (…)
         Passados uns minutos, os palhaços aproximaram-se de mim e eu não sabia o que fazer naquele momento. Agarrei nas minhas coisas e pus-me a andar de lá para fora da praia, mas eles vieram atrás de mim… 
         O que é que eu hei-de fazer? Esconder-me? Ou então fazer parte do grupo deles e ser um palhaço como eles? Será que são ladrões? Vou lá falar com eles…
         - O que é que querem? Querem apanhar uma tareia?   
         Os palhaços fugiram, porque não sabiam falar português e porque eram doutro mundo chamado “Ganda Monte de Palhaços”.
         - Andem cá, seus palhaços.
         Eles pararam e disseram:
         - Ahahahahahahahahhaha.
         - Ai, meu Deus! Eles vão enfeitiçar-me!
         A menina, de repente, mandou um golpe de karaté que tinha aprendido… e os palhaços disseram:
         - Ahahahahaha!
          Eu pensei em falar por gestos e eles, ao falaram comigo, chamaram-me para ir com eles, e eu fui… Ao ir com eles, um deles sacou um arco e meteu-o no chão.
         Eu pensei: “Aquele não bate bem da cabeça! Porque é que ele pôs aquilo no chão?!”
         De repente, saltou para dentro do arco e desapareceu por debaixo da areia.
         O último, antes de saltar, fez-me um gesto para ir com ele e, quando saltei, fui parar ao mundo deles. Eu nem queria acreditar no que via. Não havia pessoas com roupas normais, toda a gente estava vestida como palhaços, até com o seu típico “nariz vermelho”. Não havia carros, mas sim motociclos.
         De repente, ouvi alguém a chamar-me e acordei.



Kelly Santos nº9, 8ºC