quarta-feira, 18 de junho de 2014

O caldo de pedra


O caldo de pedra 

Ato 1
Cena 1


(Um frade andava no peditório, vestia um hábito castanho remendado. Para junto a uma casa.)

Frade - (Batendo à porta) - Está aí alguém! Estou cheio de fome, pode dar-me alguma coisa para comer?
Lavrador – Não tenho nada para te dar, vai-te embora!
Frade – (Á parte, pegando uma pedra) – Vou ver se faço um caldinho de pedra. (Sacudindo-a e começando a olha para ela a ver se era boa ou não para fazer um caldo de pedra).
Frade – (Dirigindo-se para as pessoas da casa) – Alguma vez comeram caldo da pedra?
Lavrador – Não, e então?!
Frade – Só lhe digo que é muito boa!
Lavrador - Sempre quer ver isso!
Frade – (Depois de ter lavado a pedra) – Podem emprestar- me um pucarinho?
Lavrador – (erguendo uma panela de barro) – Toma lá esta!
Frade – (pondo a água e metendo a pedra) - Posso pôr a panela aí ao pé das brasas?
Lavrador – Claro!
Frade – Pode emprestar -me uma pedra de sal, um olhinho de couve e um niquinho de chouriço?
(Enquanto o caldo cozia, tirou do alforge pão e arranjou-se para comer)
Frade – Que delicioso!
Lavrador – Ó Sr. Frade, e a pedra?
Frade – A pedra lavo-a e levo-a comigo para outra vez.
Marco Navega
Ana Raquel

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